Short description

Although references to Madeira’s archipelago date from the roman empire, where they may be known as the Isles of Blest, official discover of the islands were dated to 1419 when captains João Gonçalves Zarco and Tristão Vaz Teixeira were luckily driven to the island of Porto Santo during a strong sea storm, which ultimately saved their lives. The island that rescued the two captains was then, accordingly, named Porto Santo (Holly Port). Soon after, as Madeira is visible from Porto Santo, the main island of the archipelago was also discovered and called Madeira (Wood) for its luscious natural forests.

Arriving at the 600 years since the discovery of the archipelago, we can identify three great stages for the regional economy:

Until the 17th century, the first economy driver for the archipelago was sugarcane plantation, a high-priced commodity at that time. The industry started to decline when sugarcane plantations were taken to São Tomé e Principe and Brazil.

Following the sugar cycle, Madeira became a prime fortified wine producer, producing what was considered then as the most popular luxury beverage in Colonial Western Hemisphere – Madeira wine, which was famously used to toast to the Declaration of Independence of the United States of America.

The last stage of Madeira’s economy still stands today and was brought by tourism. The tourism industry of Madeira started because Madeira was thoroughly used as a port of call for vessels traveling to or from South Africa and beyond, or the American continent. As maritime transport evolved Madeira’s function as a port of call for merchandize being traded between continents disappeared, but the seeds for the tourism industry remained and flourished, until becoming, by far, the main economic activity of the archipelago nowadays.

Madeira is an Atlantic island with 740,7 Km2, that is 978 km southeast from Lisbon, the Portuguese capital, and 700 km from the Africa Coast.

The island has a steep orography, with its highest peak, Pico Ruivo, standing 1862 meters above sea level. The mountain range of the island has an east-west orientation, perpendicular to the main wind direction from north, which is responsible for the luxurious natural forest of Madeira, known as Laurissilva – Laurel forest, that is classified as a World Heritage site by UNESCO.

Madeira is a volcanic mountain in the middle of the Atlantic, that rises from the sea-bed at about 5 km deep. This characteristic and the relative youth of the volcanic complex that formed Madeira, makes for a small costal platform. As a result, madeira coastal seas are not very productive in fish but allow for close sighting of oceanic wildlife. This characteristic also allowed for a unique relationship of the population of Madeira with deep-sea resources, making us pioneers in the exploration of deep sea species like the scarab fish or the deep-sea squid (pota).

From its colonization until 1974, Madeira was a colony of Portugal, and as such, the management of the island was centered in the Crown, until the Monarchy ended in 1908, and, after, the Portuguese Government, after the republic implementation and the dictatorship that followed. With the Carnation Revolution, in April 1974, Madeira started its process of becoming an autonomous region, which was instated with the approval of the Portuguese Constitution of 1976.

Since then, Madeira has its own government, with legislative powers, its own budget and a President that holds a place in the State Council, the highest decision-making forum of the Portuguese republic.

Madeira’s archipelago has always been a Portuguese territory except for two periods, the first, from July 1801 to January of 1802, and the second, from December 1807 to October 1814, when Madeira was managed by the British Crown in response to the Napoleonic invasions and blockades and in line with the oldest alliance of the world still in effect, between the English and Portuguese, instated by the Anglo-Portuguese treaty of 1373 and ratified by the Treaty of Windsor in 1386.

Figures from 2016

 

General figures:

  • Population: 254 876 residents
  • GDP: 4 237,1 M€
  • GVA (Gross Value Added): 3 804,1M€

 

Tourism figures:

  • Registered guests: 1,16 million
  • Overnight stays: 7,368 million
  • Total income: 323,7 M€
  • RevPAR (Revenue per available room): 47,53 €

The main impacts from Climate Change expected for Madeira are:

  • Higher temperatures;
  • Lower precipitation;
  • Increase in extreme weather events: Heat waves, storms and flashfloods;
  • New disease vectors penetration;
  • Sea level rise.
Blue economy sectors

Blue economy sectors

Coastal and maritime tourism in madeira is Indissociable of tourism as a whole because both sea and land activities are very geographically close and complementary. As it is, the tourism destiny of Madeira has this complementarity as one of the...

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Local Working group

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Descrição

Embora as referências ao arquipélago da Madeira datem da altura do império romano, onde as ilhas eram conhecidas como as ilhas de Blest, a descoberta oficial das ilhas é assinalada em 1419 quando os capitães João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira foram, afortunadamente, desviados para a ilha do Porto Santo durante uma forte tempestade marítima que, ultimamente, salvou-lhes a vida. A ilha que salvou os dois capitães foi então, apropriadamente, chamada de Porto Santo. Pouco tempo depois, porque a Madeira é visível desde o Porto Santo, foi descoberta a maior ilha do arquipélago e foi chamada de Madeira devido às suas luxuriosas florestas naturais.

Chegados aos 600 anos desde a descoberta do arquipélago, podemos identificar três grandes estágios para a economia regional:

Até o século 17, o primeiro motor económico para o arquipélago foram as plantações de cana de açúcar, na altura, uma mercadoria de alto valor comercial. A indústria começou em declínio quando as plantações de açúcar começaram a ser levadas para o arquipélago de São Tomé e para o Brasil.

Depois do ciclo do açúcar, a Madeira tornou-se um produtor de excelência de vinho fortificado, produzindo o que era considerado na altura como a mais popular bebida de luxo, do hemisfério colonial ocidental – o vinho Madeira, que foi famosamente usado para brindar a Declaração de Independência dos Estados Unidos da América.

O último estágio da economia madeirense ainda se mantém e foi trazido pelo turismo. A indústria do turismo da Madeira começou porque a Madeira era usada intensivamente como um porto de escala para navios destinados ou vindos do sul de África e além, ou destinados ou vindos do continente Americano. À medida que o transporte marítimo evoluiu, a função da Madeira como porto de escala para mercadorias sendo comercializadas entre continentes desapareceu, mas as sementes da indústria turística permaneceram e floresceram, até se tornar, de longe, a principal atividade económica do arquipélago nos dias de hoje.

A Madeira é uma ilha atlântica com 740,7 km2, que se situa a 978 km a sudoeste de Lisboa, a Capital Portuguesa, e a 700 km da costa Africana.

A ilha tem uma orografia acentuada, como seu pico mais alto, o Pico Ruivo, a ascender aos 1862 metros acima do nível do mar. A cordilheira montanhosa tem uma orientação este-oeste, perpendicular à direção do vento predominante de norte, e é responsável pela luxuriosa floresta natural. Conhecida como Laurissilva – Floresta de lauráceas, que está classificada como Património da Humanidade pela UNESCO.

A madeira é uma montanha vulcânica no meio do Atlântico, que se eleva desde o fundo oceânico a cerca de 5 km de profundidade. Esta característica e a relativa juventude do complexo vulcânico que formou a Madeira, resulta numa diminuta plataforma costeira. Como resultado, os mares costeiros da ilha não são muito produtivos em peixe, mas permitem uma observação próxima da vida selvagem oceânica. Esta característica permitiu a criação de um relacionamento único entre a população da Madeira e os recursos do oceano profundo, tornando-nos pioneiros na exploração de espécies oceânicas de grande profundidade, com o peixe espada preto ou a pota.

 

Desde a colonização até 1974, a Madeira foi numa colónia de Portugal, e como tal, a gestão da ilha estava centralizada na Coroa, até o fim da Monarquia em 1908, e, depois, pelo Governo Português, depois da implementação da República e da ditadura que a seguiu. Com a revolução dos cravos, em abril de 1974, a Madeira começou o processo de autonomização, que se consubstanciou com a aprovação da Constituição Portuguesa de 1976.

Desde essa altura, a Madeira tem o seu próprio governo, com poderes legislativos, com o seu próprio orçamento, e com um Presidente que tem assento do Conselho de Estado, o fórum de decisão mais importante da República Portuguesa.

O arquipélago da Madeira sempre foi português com exceção de dois períodos, o primeiro, de julho de 1801 a janeiro de 1802, e o segundo, de dezembro de 1807 a outubro de 1814, quando a Madeira foi gerida pela Coroa Inglesa em resposta às invasões e bloqueios napoleónicos e em linha com a aliança mais antiga do Mundo ainda em efetividade, entre os ingleses e portugueses, que começou com o Tratado Anglo-Português de 1373 e posteriormente ratificado pelo Tratado de Windsor em 1386.

Valores de 2016

 

Dados gerais:

  • População: 254 876 residentes
  • PIB: 4 237,1 M€
  • VAB (Valor Acrescentado Bruto): 3 804,1 M€

 

Dados Turismo:

  • Hóspedes registados: 1,16 milhões
  • Dormidas: 7,368 milhões
  • Proveitos totais: 323,7 M€
  • RevPAR: 47,53 €

 

The main impacts from Climate Change expected for Madeira are:

  • Temperaturas mais elevadas;
  • Menos precipitação;
  • Aumento de eventos climáticos extremos: Ondas de calor, tempestades e aluviões;
  • Penetração de novos vetores de doenças;
  • Aumento do nível do mar.
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